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Nível 05 — Arquitetura de Integração

Esta seção trata do que acontece nas fronteiras entre sistemas.

O problema desta seção

A discussão sobre integração quase sempre começa errado: "REST ou gRPC?", "síncrono ou assíncrono?". São perguntas sobre mecanismo, e o mecanismo é a parte fácil.

O problema difícil é o contrato: o que uma ponta promete à outra, quem pode mudar o quê, e o que acontece quando alguém muda. Uma integração morre por contrato quebrado, não por escolha de protocolo.

O segundo problema difícil é o acoplamento. Toda integração acopla — a questão é acoplar em quê. Em disponibilidade? Em formato de dado? Em modelo de domínio? Em ritmo de implantação?

Escolher o estilo de integração é escolher qual acoplamento você aceita. É essa a decisão, e ela é anterior à tecnologia.

O que você vai encontrar aqui

Os estilos síncronos. REST, GraphQL e gRPC, comparados pelo que cada um assume sobre quem consome. GraphQL recebe atenção específica ao que ele transfere de custo do cliente para o servidor — que é a parte omitida na comparação usual.

Os estilos assíncronos. Integração por mensageria e por eventos, apoiadas em sistemas distribuídos. Webhooks tratados como o que são: uma integração assíncrona em que a outra ponta é um servidor que você não controla.

Os estilos que ninguém apresenta em conferência. Integração em lote e por arquivo — que movem, hoje, mais dados corporativos que todo o resto somado, e que continuam sendo a resposta certa para uma classe grande de problemas.

A infraestrutura de borda. API gateways e service mesh, com a pergunta que precede as duas: qual problema concreto isso resolve que já não está resolvido?

Os padrões clássicos. Enterprise Integration Patterns — o vocabulário que descreve o que roteadores, tradutores e agregadores fazem, e que continua válido independentemente da tecnologia da moda.

O núcleo da seção. Contratos de integração, evolução de esquema e anti-corruption layer. Se você ler só três documentos daqui, sejam esses.

Ordem de leitura

Comece por contratos de integração. Ele organiza todo o resto, e sem ele os documentos de protocolo viram comparação de recursos.

Depois evolução de esquema, que é onde as integrações reais quebram.

Os estilos podem ser lidos em qualquer ordem, conforme a necessidade. Se você está decidindo agora, leia o par que está considerando e vá direto aos trade-offs.

Deixe service mesh por último, e leia com ceticismo — é a tecnologia desta seção com a maior distância entre adoção e necessidade.

Ao terminar

Você para de escolher integração por protocolo e passa a escolher por acoplamento: o que cada ponta precisa saber sobre a outra, e o que acontece quando uma muda.

Consegue projetar um contrato que permite evoluir sem coordenar implantações, e reconhece quando uma integração está acoplando modelo de domínio — o acoplamento menos visível, e o mais caro quando o modelo do fornecedor é estranho ao seu e a troca é plausível.

E consegue defender integração em lote quando ela é a resposta certa, que é mais frequente do que a literatura sugere.

Continua em

Arquitetura em Nuvem, onde essas decisões passam a interagir com o que a plataforma oferece e cobra.